IA e agentes
O que aprendemos a levar organizações para a cloud da Microsoft. Método, não opinião.

Um agente é uma integração. Cem são um problema de governação.
Os agentes ganharam identidade de produção antes de terem forma estável de registar o que fizeram. O Microsoft Entra Agent ID já está disponível, com patrocinadores e datas de validade. As convenções do OpenTelemetry para os rastos dos agentes continuam experimentais. Essa diferença não é um detalhe: decide o que se pode pôr em produção este ano, e transforma uma questão de IA numa questão de governação.

Os agentes decidem. O código executa. O trabalho é saber onde está a linha.
A promessa é que os agentes substituem aplicações. Nos sistemas que construímos, não substituem. Um agente é muito bom a perceber um pedido, a pesar opções e a escolher uma ferramenta. É o sítio errado para um pagamento, uma regra fiscal ou uma verificação de permissões. É aqui que a linha cai, e porque é que pô-la no sítio errado sai caro.

A IA resolveu a sintaxe. Não resolveu o julgamento.
Três medições independentes, feitas entre 2025 e 2026, apontam todas para o mesmo sítio: o código gerado por IA passa em mais de 95% na correção sintática e em 55% na segurança, e esse segundo número não se mexe há dois anos. A parte que se escreve ficou barata. A parte que se decide, não.

O seu assistente de IA lê documentos que o utilizador não pode ver?
Um RAG mal montado pesquisa com a identidade da aplicação, não com a de quem pergunta, e o assistente responde com o que a pessoa não devia ver. A correção não é um filtro que alguém se pode esquecer de escrever: é passar o token do utilizador e deixar o Azure AI Search aplicar as permissões dentro do motor.

O que é preciso pôr em ordem antes de ligar o Copilot
O Copilot não cria problemas de permissões. Torna fáceis de encontrar os que já lá estavam, e deixa de ser preciso saber o que se procura.
Nada corresponde à pesquisa.
