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SPFx antes da versão 1.0: três web parts nossas nos samples oficiais da Microsoft

A developer preview do SharePoint Framework saiu em agosto de 2016. A versão 1.0 chegou em fevereiro de 2017. A nossa primeira contribuição para o repositório oficial de samples do Microsoft 365 é de outubro de 2016, cinco meses antes de haver uma 1.0 sobre a qual construir. Três das nossas web parts estão hoje nesse repositório, e é isto que cada uma faz.

pH7x Systems® · · 5 min de leitura

A developer preview do SharePoint Framework saiu em agosto de 2016. A versão 1.0.0 ficou disponível a 22 de fevereiro de 2017.

A nossa primeira contribuição para o pnp/sp-dev-fx-webparts, o repositório oficial de samples da comunidade Microsoft 365, foi integrada a 6 de outubro de 2016. Cinco meses antes de existir uma 1.0 sobre a qual construir.

É a parte de um percurso que não se pode reclamar depois. Três das nossas web parts estão hoje nesse repositório, ao alcance de quem as queira ler. É isto que cada uma faz.

Consumir uma base Northwind através de uma Azure Function

Uma página de SharePoint precisa de dados que não vivem no SharePoint. O instinto é ir diretamente à base de dados, e esse instinto sai caro: põe uma cadeia de ligação à frente do browser, prende a página a um esquema, e transforma cada alteração futura desse esquema numa alteração à página.

Esta web part chama um HTTP trigger anónimo numa Azure Function App e mostra o que vem de lá. A web part nunca sabe que existe uma base de dados. Sabe que existe um endpoint, e é o endpoint que decide o que a pergunta significa e quem a pode fazer.

A web part Northwind a mostrar dados devolvidos por uma Azure Function App, dentro de uma página de SharePoint

É deliberadamente sem brilho, e é o desenho que usamos em trabalho de cliente quando o SharePoint tem de mostrar coisa que pertence a outro sistema. A engenharia interessante não está na web part. Está na fronteira.

Carbon Footprint Calculator

Uma calculadora interativa que estima a pegada de carbono mensal a partir de eletricidade, transporte, aquecimento e água, decompõe o resultado por origem, e exporta para PDF. React, Fluent UI e Chart.js.

Construímo-la porque precisávamos de uma para o nosso próprio relato de sustentabilidade, e as opções honestas eram uma folha de cálculo que ninguém abria ou um sítio externo que levava os números para onde não os víamos. Sendo web part, os dados nunca saem do tenant. É essa restrição que explica a forma que tem.

A Carbon Footprint Calculator: barras de entrada para eletricidade, voos, viagens de carro, gás e água, com as emissões por pessoa num gráfico de barras horizontais e um botão de exportar para PDF

É também uma resposta a funcionar a uma pergunta que nos fazem muito: se uma ferramenta interna consegue ser mesmo útil sem passar a ser mais um sistema para manter. Esta é uma web part numa página. Não há base de dados, não há serviço, não há autenticação à parte, e não há nada para desmantelar mais tarde.

Public Holidays Global

Mostra os feriados de um país e ano à escolha, com paginação e gráfico, lendo em tempo real da API pública Nager.Date.

Nasceu de uma irritação vulgar numa organização com pessoas em mais do que um país: a resposta a quem falta na próxima terça vive na cabeça de alguém, ou numa lista que deixou de ser mantida em março. Os dados já existem e consultam-se de graça.

A web part Public Holidays Global a mostrar uma lista paginada de feriados para um país e ano selecionados, com um gráfico a resumi-los por mês

A web part é magra de propósito. Não guarda nada, porque um calendário de feriados guardado é uma coisa que fica desatualizada em silêncio e continua a merecer confiança à mesma. Se a lista de países mudar para o ano, ninguém tem de se lembrar de atualizar seja o que for.

Porque é que estão públicas

Porque uma afirmação sobre competência vale menos do que a possibilidade de a verificar.

Quem estiver a decidir se trabalha connosco em SharePoint pode ler o código em vez de acreditar na nossa palavra. Pode ver como lidamos com uma API de terceiros, onde pomos a fronteira entre a página e os dados, o que fazemos quanto a versões e compatibilidade, e se aquilo compila. É uma afirmação mais forte do que uma descrição da nossa experiência, e verificá-la não custa nada a quem lê.

Há uma segunda razão, que conta mais cá dentro. Os samples daquele repositório são validados contra regras de contribuição e lidos por quem já viu milhares deles. Publicar ali significa que o nosso trabalho em SPFx é revisto por gente sem motivo nenhum para ser simpática.

Do que é que isto trata mesmo

O SPFx vai na versão 1.23 e atravessou uma década de versões de Node, cadeias de compilação, mudanças maiores de React e depreciações. A maior parte da dificuldade num front end de SharePoint nunca foi o framework. É saber que partes dele são estáveis o suficiente para construir o sistema de um cliente, e que partes desaparecem dentro de dois anos.

Esse juízo vem de ter estado presente nas versões que já não existem. Levámos estes samples por esses ciclos, e escrevemos sobre o que isso custa na prática, em SPFx 1.23.2: atualizar não é mudar um número e em o estado do SharePoint em 2026.

Se está a construir sobre SharePoint e quer o front end feito por quem já lá estava antes da versão 1.0, fale connosco. O código é público. Comece por lê-lo.

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Desenvolvimento e automação

Continuamos a medir engenheiros pela parte que foi automatizada.

Em 2025 o DORA deitou fora o seu próprio quadro de pontuação. Os escalões low, medium, high e elite, que a indústria citou durante uma década, deram lugar a sete arquétipos de equipa sobre oito medidas. Isso não é uma nota de metodologia. É o quadro de medição mais usado no software a admitir que os instrumentos já não leem aquilo que decide se um sistema sobrevive.

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