P7CO® EcoResupply: porque é que uma certificação vale mais do que uma promessa
Construímos uma plataforma de economia circular e levámo-la até ao registo oficial da Agência Portuguesa do Ambiente. O software é a parte fácil.
Qualquer plataforma pode dizer que faz gestão de resíduos. Poucas o podem provar ao Estado.
Construímos o P7CO® EcoResupply: uma plataforma de execução operacional e gestão de território, com painéis públicos de reciclagem, resíduos e água, e uma área privada onde cada organização acompanha a sua própria atividade. Fizemo-la para ligar entidades públicas, privadas e sociais em torno de uma coisa concreta: a reutilização rastreável do excedente institucional.
Mas não é o software que a distingue.
O que é a certificação eGAR, e porque é que a fomos buscar
Em Portugal, o transporte de resíduos obriga a uma guia eletrónica de acompanhamento de resíduos (e-GAR), emitida no SILiAmb, o sistema da Agência Portuguesa do Ambiente. Uma organização pode emitir essas guias à mão, no portal. Ou pode fazê-lo a partir do seu próprio software, automaticamente, através dos WebServices do SILiAmb.
Só que ligar software ao SILiAmb não é uma decisão da empresa. É uma autorização do Estado. A APA mantém um registo público das aplicações que passaram no processo de certificação, e só essas podem transmitir dados de resíduos para o sistema nacional.
Passámos esse processo. O P7CO® EcoResupply está nesse registo, certificado para os WebServices eGAR na versão 2.
Porque é que isto é a única prova que interessa
Um portefólio pode ser embelezado. Um testemunho pode ser encomendado. Uma certificação de uma autoridade pública é verificável por qualquer pessoa, a qualquer momento, sem passar por nós.
É por isso que esta linha vale mais do que qualquer frase de marketing que pudéssemos escrever. Não lhe pedimos que acredite em nós. Dizemos-lhe onde confirmar.
O que construímos, e o que o problema nos impôs
| Âmbito | execução operacional e gestão de território, com painéis públicos e área privada por organização |
| Integração | WebServices eGAR (v2) do SILiAmb, a plataforma da Agência Portuguesa do Ambiente |
| Autorização | certificação da APA, sem a qual nenhum software pode transmitir dados de resíduos para o sistema nacional |
| Acessibilidade | norma EN 301 549, exigível a quem serve entidades públicas |
| Utilizadores | entidades públicas, privadas e sociais, no mesmo território |
Nada disto foi escolha nossa. É o problema que o exige, e é isso que o define.
A especificação da integração é do Estado, não nossa. O formato das guias está definido por lei, e o acesso ao SILiAmb depende de passar uma certificação. Não havia aqui uma versão mais simples para negociar, e por isso não perdemos tempo a procurá-la: fomos direitos ao que a lei exige.
Tratámos a acessibilidade como requisito, não como boa intenção. Quando o utilizador é uma autarquia, a norma EN 301 549 é uma obrigação legal. Um painel que um leitor de ecrã não consegue navegar é um painel que não pode ser usado por quem tem de o usar, e isso não é um defeito estético: é o produto a falhar.
E pusemos a rastreabilidade no centro, não na lista de funcionalidades. Ela é o produto. Um sistema de resíduos que não consegue provar o percurso de um contentor não está incompleto: está errado. Todas as decisões que tomámos foram medidas contra isso, e o que não servia a rastreabilidade não entrou.
O que a plataforma faz, em concreto
- Painéis públicos de reciclagem, resíduos e água, pensados para transparência de território, não para relatórios internos.
- Área privada por organização, onde cada entidade vê e gere a sua atividade.
- Rastreabilidade do excedente institucional: o que sobra numa organização pode ter valor noutra, mas só se o percurso for auditável do início ao fim.
- Integração com o SILiAmb pelos WebServices eGAR, ao abrigo da certificação da APA.
- Acessibilidade segundo a norma EN 301 549, porque uma plataforma que serve entidades públicas tem de ser utilizável por toda a gente.
Por isso é que a certificação vale mais do que qualquer descrição técnica que pudéssemos escrever aqui. É a única parte disto que não depende de acreditarem em nós.
O que vem a seguir
O P7CO® EcoResupply está a caminho de p7co.org. Se trabalha com resíduos, água ou gestão de território, e a rastreabilidade lhe interessa mais do que o relatório bonito no fim do ano, fale connosco.
A economia circular não se prova com intenções. Prova-se com dados que alguém pode auditar.



